Crítica - Diva do samba não perde a majestade

Augusto Mello

24.10.2005

palco do TIM Festival abriu alas para o samba. E não poderia ter sido melhor. O TIM Club recebeu uma majestade do mais importante ritmo brasileiro: Dona Ivone Lara.

Depois de dois números instrumentais para aquecer a platéia, a Grande Dama do samba surgiu debaixo de aplausos e desfilou o fino repertório com sua voz inconfundível.

O piano de Leandro Braga, que já gravou o disco-tributo "Primeira Dama" em homenagem à cantora deu um leve toque jazzy à apresentação. No palco, os músicos se dividiam entre dois violões, cavaquinho, percussão. Quatro vocalistas deram apoio ao canto impecável de Dona Ivone Lara.

Com um reluzente vestido azul, a diva do samba manteve sempre o sorriso e passou por cima de alguns problemas com o som, levando adiante seu samba na voz e no pé: aos 84 anos, Dona Ivone marcou o ritmo com passos de jongo e ainda gritou para a platéia: "Olha as palmas, gente!". O repertório passou por clássicos como "Senhora da canção", "Nos combates desta vida", "Sorriso Negro" e "Alguém me avisou", que levou a platéia a cantar em uníssono. "Candeeiro da vovó" foi acompanhada pelas palmas do público, assim como "Acreditar" e "Sonho meu", históricas parcerias de Dona Ivone com Délcio Carvalho. A noite foi perfeita para reverenciar uma das maiores cantoras da música popular brasileira.